Bota camisinha! Use e abuse dela na hora H
As variedades vão desde as que brilham no escuro até o preservatico líquido
Foi-se o tempo que camisinha era apenas um plástico resistente e lubrificado. Hoje, além daquelas com sabores que vão desde o gosto de frutas passando pelo eucalipto, menta e tutti-frutti, há as coloridas, engraçadas (com emoticons na capa), com lubrificantes que prometem retardar a ejaculação, as que brilham no escuro e mais uma variedade de modelos, tamanhos e espessuras. Vale tudo para garantir o sexo seguro e sair da rotina. Agora ouçam essa: entre as novidades, uma das mais inusitadas é a camisinha líquida. Segundo pesquisadores da Universidade de Utah (EUA), o protótipo da “camisinha líquida” é especialmente formulado para mulheres se protegerem contra o vírus da Aids. O líquido quando entra em contato com a vagina se transforma numa espécie de gel. Depois, quando o gel “bate de frente” com o sêmen, ele retorna à forma líquida e libera um antídoto antiviral para combater o vírus HIV e qualquer doença sexualmente transmissível. Mas calma gente, o produto só deve chegar às prateleiras nos próximos 10 anos. Há, ainda, outra opção para os aficionados em tecnologia, a camisinha em spray, que já é comercializada normalmente. A invenção vem da Alemanha e se resume no seguinte: o camarada coloca o pênis dentro de um equipamento hi-tech (uma latinha), que em 5 segundos borrifa a substância formando uma película por todo o pênis. Assim se forma uma borracha que se adequa confortavelmente ao “seu amigão”. No Brasil é possível encontrar esse novo apetrecho em sex shops. Porém, vale a pena não ficar marcando bobeira e levar só a camisinha descolada, porque, às vezes, o (a) parceiro (a) não se adapta ou tem alergia e, aí colega, tem de ter um preservativo normal mesmo.
Outra coisa que pega sem a gente perceber é a data de validade e a presença do selo do Instituto Nacional de Metrologoia (Inmetro). Não adianta nada se divertir sem ter a proteção garantida. Após esses cuidados, relaxe e curta as novidades. Uma enquete realizada com 7.520 adolescentes de 13 a 17 anos mostra que apenas 56% dos jovens brasileiros usam camisinha sempre, apesar de 77% deles julgarem a proteção contínua importante.
Para todos os gostos
Camisinhas personalizadas completam aqui nossa matéria, elas podem vir como brinde de energético, em campanhas de carnaval ou mesmo estampada com o seu time do coração. Mas, em 2007, veio uma surpresa para os fãs de Heavy Metal: a banda Manowar lançou as camisinhas “Warrior’s Shield”. Segundo o grupo, “as novas camisinhas são o acessório romântico perfeito para todos os verdadeiros casais Meta”. As embalagens trazem o logo da banda e contêm cinco preservativos.
Primórdios da proteção
Após anos de tentativas pela proteção contra doenças venéreas, em 1564, o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou um forro de linho do tamanho do pênis, embebido em ervas. Mais adiante, estes preservativos passaram a ser embebidos em soluções químicas (pretensamente espermicidas) e depois secados.
Mais adiante, em 1630, o Dr. Quondam, alarmado com o número de filhos ilegítimos do rei Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou um protetor feito com tripa de animais. O ajuste da extremidade aberta era feito com um laço, o que, obviamente, não era muito cômodo, mas o dispositivo fez tanto sucesso que há quem diga que o nome em inglês (condom) seria uma homenagem ao médico. Outros registros indicam que o nome parece vir mesmo do latim “condus” (receptáculo). A “camisinha tripa” seguiu sendo usada, até 1839, quando Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha, fazendo-a flexível à temperatura ambiente.
Mas a higiene absoluta ainda não havia nascido. Nesta época, os preservativos de borracha eram grossos e caros e, por isso, lavados e reutilizados diversas vezes. As camisinhas de látex só surgiram em 1880 e daí evoluíram à medida que novos materiais foram desenvolvidos, adicionando novas formas, melhorando a confiabilidade e durabilidade.
Texto: Rose Vidal



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